A PRIMEIRA BIOGRAFIA
Luiz Gonzaga e Outras Poesias
Autor: Zépraxedi (O Poeta Vaqueiro) 1ª edição: Continental Artes Gráficas –
São Paulo (SP), 1952 71 páginas 14 x 21 cm
São Paulo (SP), 1952 71 páginas 14 x 21 cm
Em geral quando se fala de biografia pioneira de Luiz Gonzaga, imagina-se
que seja O Sanfoneiro do Riacho da Brígida (1966), livro escrito pelo paraibano
Sinval Sá, anterior à obra de Dominique Dreyfus (A Vida do Viajante: A Saga
de Luiz Gonzaga (1996). Na verdade, a primeira biografia de Luiz Gonzaga, em
versos matutos de tamanhos diferentes de estrofes, é de autoria do
poeta-vaqueiro norte-rio-grandense Zépraxedi, lançada em 1952 e
jamais reeditada (2009).
O livro Luiz Gonzaga e Outras Poesias é introduzido por dois artigos
publicados em jornais, publicados em jornais do Rio Grande do Norte e do
Rio de Janeiro, à guisa de apresentação da obra: um de autoria do crítico
teatral do Diário Carioca, Sábato Magaldi (1951); o outro artigo, de Luiz
da Câmara Cascudo, fora publicado na sua coluna Acta Diurna (1948),
no Diário de Natal, explica as diferenças entre quem é folclore e o ofício
do folclorista.
publicados em jornais, publicados em jornais do Rio Grande do Norte e do
Rio de Janeiro, à guisa de apresentação da obra: um de autoria do crítico
teatral do Diário Carioca, Sábato Magaldi (1951); o outro artigo, de Luiz
da Câmara Cascudo, fora publicado na sua coluna Acta Diurna (1948),
no Diário de Natal, explica as diferenças entre quem é folclore e o ofício
do folclorista.
O artigo de Magaldi noticia a noitada de poesia sertaneja de Zépraxedi,
no Teatro Copacabana da então capital federal, Rio de Janeiro, sob
patrocínio do vice-presidente da República, Café Filho, e das bancadas
de políticos do Rio Grande do Norte. O jovem crítico teatral comenta a
espontaneidade dos versos do poeta vaqueiro, inspirados na política,
no amor, na família, no mundo. “No intervalo entre a primeira e segunda
parte do programa, Luiz Gonzaga cantou excelentes baiões de sua autoria”,
anota Sábato Magaldi, sem esquecer os entusiásticos aplausos do público
aos passos de frevo do trianglista Zequinha.
no Teatro Copacabana da então capital federal, Rio de Janeiro, sob
patrocínio do vice-presidente da República, Café Filho, e das bancadas
de políticos do Rio Grande do Norte. O jovem crítico teatral comenta a
espontaneidade dos versos do poeta vaqueiro, inspirados na política,
no amor, na família, no mundo. “No intervalo entre a primeira e segunda
parte do programa, Luiz Gonzaga cantou excelentes baiões de sua autoria”,
anota Sábato Magaldi, sem esquecer os entusiásticos aplausos do público
aos passos de frevo do trianglista Zequinha.
O vínculo dessa biografia pioneira do Rei do Baião, de Zépraxedi, à colônia
norte-rio-grandense no Rio de Janeiro é considerado nas estrofes iniciais
a Dois Grandes: Duas boas arturidade / Me truveram do sertão /
A sigunda do país [o vice-presidente Café Filho] / E a prenmera do baião.
norte-rio-grandense no Rio de Janeiro é considerado nas estrofes iniciais
a Dois Grandes: Duas boas arturidade / Me truveram do sertão /
A sigunda do país [o vice-presidente Café Filho] / E a prenmera do baião.
Em seguida, Zépraxedi dedica cerca de 160 estrofes, de quatro, seis,
oito e até dez versos matutos, à vida e à obra de Luiz Gonzaga, incluindo
versos dedicados ao pai Januário, ao casamento com Helena Gonzaga,
à sua sanfona e à festa junina. Há ainda dois poemas extras: Noite de
Natá e Quatro Coisa.
oito e até dez versos matutos, à vida e à obra de Luiz Gonzaga, incluindo
versos dedicados ao pai Januário, ao casamento com Helena Gonzaga,
à sua sanfona e à festa junina. Há ainda dois poemas extras: Noite de
Natá e Quatro Coisa.
Fonte : Acorda Cordel
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