ALINHAMENTO PLANETÁRIO

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Plutão abriga oceano subterrâneo com tanta água quanto os mares da Terra



Plutão abriga oceano subterrâneo com tanta água quanto os mares da Terra


Resultado de imagem para Pluto harbors underground ocean with as much water as the seas of Earth

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Cientistas descobriram evidências de que o pequeno e distante Plutão esconde um imenso oceano abaixo de sua superfície congelada, contendo tanta água quanto os mares terrestres. A descoberta, descrita em dois estudos publicados na quarta-feira na revista “Nature”, coloca o planeta anão no crescente número de mundos no Sistema Solar com presença água, e, por consequência, com potencial para abrigar vida.
De acordo com Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia, o oceano de Plutão parece ser formado por uma espécie de lama misturada com gelo, e se encontra entre 150 e 200 quilômetros abaixo da superfície congelada. A profundidade alcança até 100 quilômetros, muito além dos 11 quilômetros da Fossa das Marianas, considerado o ponto mais profundo dos oceanos terrestres.

Contudo, Richard Binzel, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, destaca que como o oceano está coberto por uma camada tão espessa de gelo, Plutão não é um grande candidato a abrigar vida. A água em estado líquido é considerada um dos elementos essenciais para a vida como a conhecemos.

— É cuidadoso nunca dizer a palavra impossível — ponderou Binzel.

A descoberta foi realizada por meio da análise de imagens e dados coletados pela espaçonave New Horizons, da Nasa, que sobrevoou o planeta anão em julho do ano passado. Os pesquisadores estavam analisando a estrutura conhecida como Sputnik Planitia, uma bacia em formato de coração na região equatorial de Plutão. Modelos computadorizados mostraram que a formação provavelmente estava preenchida por gelo, o que fez com que a crosta do planeta anão rachasse. E isso só poderia acontecer caso Plutão possuísse um oceano subterrâneo.

— Isso mostra que a natureza é mais criativa do que somos capazes de imaginar, por isso que vamos e exploramos — disse Binzel.

As temperaturas na superfície de Plutão são congelantes, já que o planeta anão está a 5,9 bilhões de quilômetros do Sol, cerca de 40 vezes a distância da Terra à estrela no centro do nosso sistema. Porém, no seu interior, o corpo possui calor radioativo derivado de sua formação, há 4,6 bilhões de anos, suficiente para manter a água em estado líquido.

— Plutão tem bastante rochas e há calor sendo gerado, e uma camada de gelo com alguns quilômetros de espessura é um bom isolante — disse Nimmo. — Então, um oceano subterrâneo profundo não é tão surpreendente, especialmente se o oceano contiver amônia, que age como anticongelante.

O Globo

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